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Escolher o tipo de medidor de Vazão de acordo com a aplicação

Os medidores de vazão são um dos instrumentos mais importantes dentro de qualquer indústria que precisa controlar consumo de fluidos. Com eles pode-se verificar, não só consumo, mas fazer planejamento de estoque ou verificar desperdícios. Por isso, a seleção do tipo de medidor de vazão é um processo que deve ser investido tempo e dedicação, pois se feito sem critérios os prejuízos podem ser extremamente impactantes no desenvolvimento do negócio. Ela se inicia com questionando-se qual o fluido que se quer medir, se este fluido sofre variações em suas propriedades físicas, qual o comprimento de seção reta necessário para instalar o medidor e qual o orçamento disponível para aquisição deste instrumento. O passo seguinte é determinar qual o desempenho que se espera do medidor, se as propriedades do fluido influenciam na medição, qual o local de instalação oferece e se o ambiente causal alguma influência sobre o medidor.

No mercado existem vários tipos de medidores de vazão, sendo eles os ultrassônicos, o tipo turbina e tipo rotor, rotâmetros, tipo Vortex e tubos de Pitot, entre outros. E cada um possui um desempenho inerente a forma de medição e ao tipo de medidor, imprimindo características especificas, tais como exatidão, repetitividade, perda de carga, características do sinal de saída, tempo de resposta, linearidade, reprodutibilidade e faixa de vazão abrangida. E as propriedades como temperatura, pressão, densidade, viscosidade, propriedades químicas, compressibilidade, abrasividade e presença de outros gases ou componentes interferem nesta escolha.

Após considerar todos os fatores anteriores o engenheiro responsável pela seleção do medidor de vazão deve observar o local de instalação para verificar a direção do escoamento, os trechos retos necessários que antecedem e que procedem o medidor, as dimensões da tubulação, ocorrência de vibrações no local, conexões elétricas, localização das válvulas, necessidades de acessórios e proximidade das fontes de potência. Ademais, deverá ser observado qual a temperatura do ambiente que o instrumento estará inserido, a umidade relativa e qual os efeitos dela, se partículas com elevada energia cinética podem atingir o medidor, o condicionamento e transmissão de sinais sofrerão alguma influência ou se há interferência elétrica.

Por fim, com todas estas informações já se tem ideia de qual ou quais os modelos devem ser usados, sendo o orçamento o critério final de seleção. Mas este critério não se baseia em escolher o medidor mais barato, no que se refere ao valor do instrumento, mas sim avaliar um conjunto de fatores que torna a escolha do medidor uma vantagem financeira durante toda a operação do instrumento, sendo elas o preço de compra, o custo de instalação, custo de operação, custo de manutenção, custo de calibração, vida útil, disponibilidade de peças de reposição para eventuais reparos (peças sobressalentes e quanto tempo o modelo demora para ficar obsoleto) e aspectos de confiabilidade.