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Cuidados no Carregamento de Ethanol

Os pontos de risco de inflamáveis em uma unidade produtora de etanol são a destilaria e o carregamento de etanol. Na destilaria é inevitável que vapores de etanol se dispersem pelo ambiente, tornando a área um ponto de risco constante, obrigando que os equipamentos sejam blindados e não ofereçam riscos de ignição e os operadores do setor tomem cuidados imprescindíveis. No carregamento de etanol também há a dispersão de vapores inflamáveis, exigindo que a tarefa seja meticulosamente planejada, todos os riscos devem ser levantados, analisados e assim, montado um plano de trabalho livre de falhas, pois nesta situação uma falha pode ser fatal.

Desta forma automatizar o processo de abastecimento de caminhão tanque, além de ser uma forma de eliminar riscos à vida dos operadores e do motorista do caminhão, otimiza o trabalho reduzindo o tempo de setup para posicionar tubulação na boca do tanque e, no final da tarefa, remover a tubulação. No processo de abastecimento, o operador deve usar os equipamentos de proteção individual, cintos de ancoragem para trabalho em altura, caso a plataforma não ofereça guarda corpo que dispense o uso deste, óculos de proteção, capacete, luvas, botas e caso a emissão de vapores seja elevada, máscaras faciais são de uso obrigatório.

No processo de carregamento automatizado, o operador conecta o cabo do sistema de monitoramento de aterramento, que após verificar o tanque está livre de cargas que possam gerar faíscas elétricas, libera as válvulas automáticas de abastecimento. Na sequência o operador abre o tanque do caminhão e posiciona a tubulação na direção da abertura do tanque. Um sensor na base de rotação do tanque auxilia o operador neste momento, evitando falhas quando mais de um caminhão estiver sendo abastecido. O sistema é dotado de um sensor de transbordo que desliga o bombeamento automaticamente, caso o combustível ultrapasse o limite. O sistema é ativado através de uma ficha de ordem de serviço com código de barras, que ao ser passada na leitora, aciona o sistema de bombeamento, liberando a quantidade de combustível necessária, evitando assim erros operacionais.

O sistema comunica-se diretamente com o Supervisório (portaria) informando as descrições do veículo, permitindo sua liberação/saída e deduzindo o combustível em estoque automaticamente, facilitando o controle operacional do terminal de armazenagem. Durante o abastecimento, as variações de densidade e temperatura afetam o volume a ser carregado, desta forma, sensores de controle de temperatura e densidade fazem este monitoramento, dispensado a necessidade de se coletar amostras durante o carregamento. Ademais, o sistema permite a implementação de injetoras de corantes ou aditivos, conforme solicitação do recebedor do combustível.