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Carregamento de Combustível

Os caminhões tanque tornaram-se uma necessidade técnica, logo após os combustíveis derivados do petróleo terem sido padronizados para o transporte veicular, ainda na virada do século XX. Desde o início, tornou-se essencial levar os combustíveis aonde houvesse veículos automotores.

Preignição

Desde o início, os motores a gasolina apresentaram problemas com preignição, resultando perdas de potência. Este inconveniente foi resolvido via aditivação. Durante décadas, as alternativas têm sido o álcool anidro ou o Chumbo Tetraetila. Este último resultava muito menos custoso, embora extremamente insalubre e poluente, acabando por ser totalmente abandonado por volta da década de 1.970.

Mais custoso que o Chumbo, o álcool anidro tem as vantagens de aumentar a octanagem, participar da queima gerando energia cinética, e otimizar as emissões.  O álcool é também um recurso de produção local, dispensando importações. À medida que tem adquirindo fama junto aos órgãos regulamentadores de normalização ambiental, os requisitos de dosagem na gasolina têm se tornado mais exigentes. Esta variação acabou gerando a prática da adição do álcool anidro somente no ato do embarque da remessa no caminhão-tanque, poucas horas antes de chegar ao posto de abastecimento.

Porque a densidade?

O álcool e a gasolina apresentam densidades diferentes. Após a mistura, resulta um valor diferente dos dois originais, e apenas este parâmetro é suficiente para se saber a proporção entre um e outra, com a precisão suficiente para atender aos requisitos legais e comerciais.

Controle de misturas

Quando se trata de misturas ou dosagens, define-se duas variáveis, uma denominada livre (em inglês, wild, ou seja, “selvagem”…), a outra dita controlada. Um dos itens da mistura é abastecido sem controle, ou controlado manualmente, ou em função de outros parâmetros, diferentes da densidade. Um sensor de densidade converte esta informação em variável elétrica ou pneumática, seguindo para o controlador, que trata da correção em tempo real.

Aterramento

À semelhança do que ocorre no interior de uma câmara de pistão de motor à gasolina ou álcool, vapores ou partículas de combustível em suspensão podem entrar em ignição na presença de centelhas. A diferença é que, num processo de carga e descarga de combustíveis, a explosão é absolutamente indesejável.

As centelhas são resultado de cargas estáticas, que  se formam a partir de fricções, eventos mecânicos como atrito do ar com a carroceria (durante o trânsito), atrito dos pneumáticos com o solo; mesmo o atrito dos fluidos com as mangueiras. À medida que as cargas estáticas vão se acumulando, o potencial eletrostático sobe, e caso atinja valor suficiente para provocar a ionização do ar, saltará uma centelha em direção do potencial mais baixo.

O aterramento da estrutura do veículo, quando no perímetro do local de carga/descarga, possibilita manter as cargas estáticas sob controle, minimizando a possibilidade de centelhamento.

Segurança

Já se tornou padrão de operação cercar os processos com toda a segurança válida e aplicável. Faz parte de um processo de avaliação denominado HAZOP. Assim, buscar evitar incidentes tornou-se praxe: transbordo de volume é um desses eventos que compensa evitar, com auxílio de sensor dedicado. A transferência de volume, na quantidade necessária e suficiente, também faz parte dessa filosofia. O volume é controlado pela integração da vazão à medida que ocorre; isto é executado por instrumento dedicado, denominado integrador de volume, que igualmente possui um registro para predeterminação: quando o registro de volume integrado se igualar (ou ultrapassar) ao registro de volume predeterminado, o processo recebe um comando para interrupção do carregamento, já consideradas as tolerâncias técnicas e comerciais.

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